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Sobre datas comemorativas e o papel da escola: algumas reflexões

22 abril, 2014, Paula Saretta Dicas de Blogs 48


Sobre datas comemorativas e o papel da escola: algumas reflexões

POR Paula Saretta*

Recentemente tivemos duas datas comemorativas coincidindo na mesma semana: o dia do índio e a Páscoa. Nas redes sociais, como a maioria dos eventos comemorativos, crianças apareceram uniformizadas pela escola, caracterizadas de coelhos da páscoa, outros de índio, outros misturando os dois personagens em um único, orelha de coelho, com pintura de índio, etc. Lógico que como uma boa mãe e um bom pai, não há como não se derreter de amor vendo aquelas crianças tão fofas vestidas assim…

O que me chamou a atenção é que, em uma grande parte das escolas de educação infantil, datas comemorativas como as mencionadas, são ainda trabalhadas de maneira pouco crítica e bastante padronizada. Quero dizer: as crianças colocam orelhas de coelho, são pintadas de índio, cantam uma música, etc. e voltam pra casa com ovos de chocolate e histórias sobre o “caça aos ovos” para contar… O que há de errado nisso? Onde quero chegar? É só uma vez no ano, que mal pode ter?

Bom, não é exatamente essa a discussão… Por isso, pais e mães, peço licença agora para me direcionar aos educadores e gestores das escolas. Qual o papel da escola? Qual sua prioridade? Reproduzir discursos sociais, tantas vezes embutidos de preconceitos e legitimados por uma sociedade manipuladora, consumista, etc.? Qual a visão da escola sobre a sociedade atual? Quem queremos formar? E quem estamos, de fato, formando? Como as crianças se inserem no mundo como sujeitos históricos? O que estamos fazendo para contribuir com sua formação global? Qual  o papel das mídias sociais, da sociedade da informação, no desenvolvimento psíquico das crianças? Como lidar, como explicar, como “formar” os pais também? Como “convencê-los” de que o projeto político pedagógico de vocês entende as datas comemorativas de um modo crítico e reflexivo, por exemplo?

Muitas razões claras e práticas podem ser pensadas para justificar uma mudança de postura, se este for seu caso. Não conseguiria dizer melhor do que um texto de um blog de uma escola pública de São Paulo, a EMEI Jardim Monte Belo. O texto argumenta brilhantemente sobre os porquês da escola não comemorar algumas datas, ou melhor, sobre os motivos de repensar, transformar, reinventar algumas datas, entendendo a escola como um espaço de transformação, de crítica e de reflexão. Resumo aqui o que a escola escreveu, inserindo um pouco do meu ponto de vista também. Mas sugiro que todos que se interessem pelo tema, leiam o texto original no blog: https://giracirandinha.wordpress.com/

Critérios e argumentos usados pela escola para não comemorar de maneira tradicional algumas datas:

–   Não se comemora datas religiosas. A escola pública é parte do Estado, portanto é laica, não tem religião. Assim sendo, datas que estejam vinculadas diretamente com qualquer religião ou santos católicos devem ser questionadas, revistas e transformadas. Não há como a escola privilegiar uma religião em detrimento da outra ou mesmo ignorar que muitas pessoas não têm religião, simplesmente.

– Não se comemora datas afetivas ou familiares, como, por exemplo, dia das mães. Datas assim podem ser transformadas em ocasiões que respeitem todos os tipos de famílias e arranjos familiares.

– Não se comemora datas que legitimem o consumismo ou que “incentivem o consumismo desenfreado” (como o texto menciona). O risco das crianças entenderem que expressão de afeto está necessariamente vinculado ao valor do presente parece algo que não só preocupa, como deve ser combatido e evitado a qualquer custo em um espaço de formação de pessoas.

– Não se comemora de “maneira superficial datas que tratam de maneira estereotipada a luta de outras culturas” (conforme mencionado no texto) – por exemplo, o dia do índio. Como as professoras explicam: “Não faz nenhum sentido comemorar o Dia do Índio com um desenho no rosto ou reforçando ideias que nem existem de fato quando ignoramos, todos os dias, a matança dos povos indígenas que ocorre em nosso tempo, em nossa época, nas lutas por terra e recursos naturais em nosso país; não faz sentido comemorar o Dia da Mulher entregando uma rosa de papel sem discutir a opressão da mulher na nossa sociedade; não faz sentido comemorar o Dia da Consciência Negra com um discurso vazio quando alimentamos práticas racistas em nosso dia a dia sem perceber, por não conseguirmos fazer uma discussão séria sobre o assunto. Por isso, tratamos com muito respeito e seriedade todos esses temas e as lutas dessas pessoas, e procuramos não reforçar preconceitos e ideias que só atrapalham a compreensão das crianças sobre a razão de se homenagear índios, negros, mulheres e outros grupos de excluídos nesses dias especiais”. Bravo!!!

Por fim, elas mencionam que não comemoram também datas históricas de maneira pouca crítica, por exemplo, elas citam o “descobrimento” do Brasil desconsiderando que tinham índios aqui antes da chegada dos portugueses… A História, como ciência humana, também deve ser questionada por sua ideologia e o modo como tudo o que está passado pode formar nossas crianças.

No entanto, ao final do texto elas explicam que comemoram muitas outras datas. Datas que entendem como momentos significativos para as crianças. A escola é local de festa, sim! A escola é local de alegria e comemoração, sim! Mas, como? Com quais critérios?

Repito e questiono novamente: quem queremos formar? Que sociedade queremos para nós? Quais os valores estão sendo formados, legitimados, inculcados nas crianças desde a mais tenra idade?  A qualidade das reflexões feitas pela equipe de professores da escola pública de São Paulo, a EMEI Jardim Monte Belo, me faz pensar e acreditar num ensino de qualidade, comprometido com o que a Educação tem de mais belo e encantador: sua capacidade de transformação. Seu potencial libertador, transformador. Já agradeci por e-mail, mas agradeço publicamente também aos professores e gestores da EMEI Jardim Monte Belo pela possibilidade de troca e de aprendizagem. Obrigada por dividirem um pouco do trabalho de vocês, inspirador e, como vocês mesmas sugerem: inclusivo, consciente e transformador.

___________

* Paula Saretta é psicóloga. Doutora em Educação pela Unicamp. Mestre em Psicologia Escolar pela PUC-Campinas. Aperfeiçoada em Queixa Escolar pela USP. Formadora de professores e Consultora em Psicologia e Educação. Fundadora do site/blog Ouvindo Crianças.  

  • Aroldo

    Por que não tratar as datas comemorativas como uma oportunidade de reflexão sobre a sociedade? Não podemos simplesmente deixar de falar sobre certos assuntos porque parecem dizer respeito somente a certos grupos sociais. O Brasil é uma sociedade plural, precisamos do diálogo e da compreensão para nos constituirmos como o povo brasileiro, e acredito que a escola possa ser um lugar onde essas mediações possam ocorrer, com conhecimento de causa e valores mais humanos (como o respeito).

    Compreendo se a comunidade não quiser falar sobre algumas coisas, pois isto reflete as suas características. Mas infelizmente então nos fechamos a novas possibilidades de participar da construção do povo brasileiro …

    • http://ouvindocriancas.com.br Paula Saretta

      Sim, Aroldo! Sem dúvida! Muito obrigada pelo seu comentário.

  • Beatriz

    Parabéns à equipe da EMEI Jardim Monte Belo!! Uma educação de qualidade só ocorre quando há transformação como escreveu a Paula!!!

    • http://ouvindocriancas.com.br Paula Saretta

      Muito obrigada, Beatriz!

  • Luanda Ramos Ruas

    Procurava alguém que colocasse em palavras minha luta nas escolas. Adorei as colocações.

    • http://ouvindocriancas.com.br Paula Saretta

      Que bom, Luanda! Obrigada.

  • marise

    Gente….podemos trabalhar tudo isso e curtir, brincar,ser feliz,encantar……não podemos nos fechar……boa sorte….

    • http://ouvindocriancas.com.br Paula Saretta

      Marise, o texto é um convite para pensarmos além do que nos é imposto. Mas sem dúvida nenhuma, a escola é um espaço para curtir, brincar, ser feliz e encantar! O nosso papel é pensar como! Obrigada pelo seu comentário.

  • Rejane Azeredo

    Estou cansada de ver na escola q eu trabalho as professoras pegando um desenho e pedindo para seus alunos pintarem, sem pelo meno explicar alguma coisa. E estou cansada de ver os alunos dançando kuduro no dia 20 de novembro como uma “homenagem” aos negros. Sou negra, e acredito q a luta é maior do que um evento dançante. Parabéns pelo texto.

    • http://ouvindocriancas.com.br Paula Saretta

      É, Rejane… Concordo com você. Precisamos rever muitas coisas, sim. Muito obrigada pelo seu comentário.

  • Lucy ramos

    Me deliciei com o texto e os comentários. Sou coordenadora pedagógica da Escola do Sítio em Barão Geraldo, Campinas e lá fazemos diferente e fazemos a diferença na vida de nossos alunos. Deem uma olhada em nosso site e Facebook e comentem nossos projetos e comemorações.

    • http://ouvindocriancas.com.br Paula Saretta

      Que bom, Lucy! Muito obrigada! Vou ver seu site sim. Parabéns!

  • Amélia

    Como é bom ler um texto coerente com a nossa visão e postura…pensar em uma educação diferente é possível….vc está proporcionando boas reflexões através deste blog! Obrigada, Amélia

    • http://ouvindocriancas.com.br Paula Saretta

      Muito obrigada, Amélia.

  • alessandra

    E os feriados? Se a escola pública é laica, td e qualquer feriado religioso deve ser banido do calendário? Ou feriado pode? E dia do professor? Ninguém vai reclamar se não comemorarmos? Não gosto de radicalismos… E vamos refletir com as cças, não esquecendo que são cças…o

    • http://ouvindocriancas.com.br Paula Saretta

      Alessandra, são coisas bem diferentes. Os feriados nacionais não são de responsabilidade da escola. Mas as práticas e a formação das crianças sim. Não há radicalismos, apenas uma sugestão para pensarmos além do que nos é imposto. É um modo de entender e olhar o papel da escola, apenas isso.

  • Paula Margues

    Amei o texto! Muito bom!!! Essa prática precisa ser divulgada cada vez mais, para que as escolas revejam suas festas e comemorações!! Parabéns à escola e ao blog! Rumo a uma educação crítica!

    • http://ouvindocriancas.com.br Paula Saretta

      Muito obrigada, Paula.

  • Val

    Lamentável educadores se deixarem ser manipulados pelo disfarce dialético de que as datas comemorativas são isso ou aquilo. Lamentável educadores, fracos em argumentos, fracos em competência na formação de cidadãos conscientes, fracos por só receberem informações por modismos… e é assim há décadas…. foi assim com o Tecnicismo, com o Construtivismo, com a escola por ciclos, com a escola sem fronteiras, com a promoção automática…. Fracos por não conseguirem refletir que isso é manipulação do governo, é mais uma moda, a moda contra as datas comemorativas… Fui mãe solteira, sempre teve comemoração do dia dos pais na escola em que meu filho estudou e a professora aproveitava para ensinar/conscientizar aos alunos que há diversos tipos de ‘pais’. E olha que, naquela época, nem estava NA MODA se falar em diversidade familiar. Acordem, educadores!!!! Comemorem sim, levem seus alunos a uma reflexão profunda sobre o tema…. simplesmente fazer de conta que a data não existe NÃO FORMARÁ CIDADÃOS CONSCIENTES!!!!!! #prontofalei

    • Amanda

      Val, interessante sua visão dos fatos, embora esteja um pouco deturpada da realidade. Nós, EDUCADORES DE VERDADE, não deixamos de trabalhar com as Datas Comemorativas nem nos deixamos levar por modismos que a sociedade de uma maneira geral impõe. A questão que se faz necessária avaliar é o modo como as datas comemorativas estão sendo abordadas em sala de aula.
      Na maioria das vezes, tais datas são comemoradas de maneira alienante nas escolas, quando pede-se para uma criança pintar um coelho da Páscoa, sendo que coelho nem bota ovos, ou quando a criança é levada a fazer cocares de índio e colares de macarrão tingido, privilegiando a figura do índio americanizado, totalmente diferente da nossa rica cultura indígena brasileira.
      Com relação ao dia dos pais e mães, é sabido que o modelo de família passou por uma transformação ao longo dos anos. Atualmente, aquele modelo tradicional de família (mãe, pai e filhos) muitas vezes não se aplica à realidade de nossos alunos em sala de aula. Por isso, comemorar tais datas em dias específicos pode causar certo sentimento de constrangimento e discriminação na criança que não possui esse núcleo familiar tradicional, podendo gerar traumas psicológicos ao longo de sua vida toda. Tal atitude de nós, educadores, está embasada por lei, pois o Estatuto da Criança e do Adolescente deixa claro que toda criança tem o direito de ser preservada e protegida a fim de não passar por nenhum tipo de constrangimento ou situação vexatória. Em contrapartida, provando mais uma vez que procuramos trabalhar de maneira consciente as datas comemorativas, existe agora o dia 15 de maio que é o Dia Internacional da Família, onde são abordadas na escola os diferentes tipos de família que existe na atualidade.
      Concordo que exista por aí muitos educadores alienados e propagadores da cultura do capitalismo e do consumismo, prestando um desserviço à verdadeira Educação Libertadora. O que não se pode fazer, como foi feito em seu relato, é generalizar que todos os educadores possuem uma formação deficitária e são deixados levar por “modismos”. OS VERDADEIROS EDUCADORES TÊM PROFUNDA CONSCIÊNCIA DE SEU PAPEL NA SOCIEDADE DE FORMAR CIDADÃOS CRÍTICO-REFLEXIVOS. #prontofaleitambém!

      • http://ouvindocriancas.com.br Paula Saretta

        Concordo plenamente com você, Amanda! Muito obrigada pela sua contribuição! Gostei muito!

    • http://ouvindocriancas.com.br Paula Saretta

      Val, não entendi direito seu argumento… Você compara a chegada do construtivismo, por exemplo, com uma suposta moda de datas comemorativas? Sinceramente, não entendi o que quis dizer… Em nenhum momento do texto foi dito para “fazer de conta que a data não existe”, mas sim, ao contrário, refletir criticamente sobre seus significados culturais, assim como Amanda argumentou.

  • Margarida Maria Viçoso de Oliveira

    Um texto para reflexão, concerteza! É bom, tb, lembrar que através da comemoração de alguns dos referidos dias, estes poderão ser considerados uma mais valia na formação da criança, dando a devida atenção à importância de valores e princípios que se estão a perder. Concerteza que não devem cair de páraquedas mas, devidamente contextualizados e através de enquadramento adequado e do próprio interesse das crianças, algumas datas comemorativas devem ser vividas. Em Portugal não fará sentido comemorar o ” Dia do Índio”, claro, mas outras datas, óbviamente, que sim! Até porque, sempre coube à esola, tb, viver com as crianças as tradições da comunidade onde está inserida ou mesmo do próprio país. Tb, o espirito critico da criança é desenvolvido se o educador orientar este tipo de atividades colocando as crianças, de uma forma lúdico pedagógica, a pensar . A criança vai absorvendo todas estas vivências e à medida do seu cresacimento cognitivo e social ela formará a sua opinião e tomará as a suas opções. Outro aspeto, ainda, que considero significativo, ou seja, com a organização dos momentos referidos, as famílias, em muitas situações, aproximam-se da escola e aprendem a valorizá-la e, consequentemente, esta presença, este estar com o filho na escola transmite à criança a importância que o pai ou a mãe lhe dá (à escola) como espaço a valorizar o que poderá influenciar, pela positiva, o sucesso daquela criança. Agora, tudo isto dá muito trabalho, exigindo bastante do profissional educador de infância. Falo no meu caso!

    • http://ouvindocriancas.com.br Paula Saretta

      Margarida, muito obrigada pelo seu comentário. Sim, o trabalho do educador exige muita dedicação e reflexão constante sobre suas práticas.

  • márcia eller

    Em minha Unidade Educativa há muitos anos não trabalhamos as datas comemorativas, foi e ainda é um trabalho árduo de argumentos,esclarecimentos e convencimento de famílias e educadoras.

    • http://ouvindocriancas.com.br Paula Saretta

      Imagino, Márcia. Se quiser contar um pouco da sua experiência e o modo como comemoram na escola, fique à vontade para nos escrever que compartilhamos aqui! Meu email: paula@ouvindocriancas.com.br Obrigada pelo seu comentário!

  • Renata

    Fico feliz ao ler esta postagem, e ao mesmo tempo triste. Na escola onde leciono, a Diretora obriga a fazer mural de datas comemorativas. Já discutimos e refletimos com ela sobre, mas infelizmente é não é aberta a construção de novos valores humanos, de fazer a diferença.
    Isso me entristece muito.

    • http://ouvindocriancas.com.br Paula Saretta

      Renata, posso imaginar. Mas tente mudar aos poucos, tente fazer alguns movimentos na direção do que você acredita, com bons argumentos e respeito podemos fazer a diferença! Um beijo e obrigada pelo depoimento.

  • milena

    oi eu sou humana e voce? concordo com cada melodia que emana de cada palavra do texto escrito por Paula .. o respeito é o sentimento eficaz de longa duraçao nos valores humanos é disso que devemos tratar, direitos humanos e nao devemos dar a vez para eu tenho e voce? ah mais nao fique assim pois voce tem uma mae e um papai do ceu. É muito mais digno se sentir amado e respeitado pelas pessoas independente quem elas sejam mae avo tia e os ” amigos” oi como voce tá? um pouquinho triste por isso ou por aquilo… nao se preocupa tanto isso vai passar, mas olha que coisa legal … o respeito é o sentimento mais digno de se sentir na alma.

  • milena

    oi eu sou humana e voce? concordo em cada melodia que emana de cada palavra do texto escrito por Paula .. o respeito é o sentimento eficaz de longa duraçao nos valores humanos é disso que devemos tratar, direitos humano, raça e cultura é separatista. o respeito é o sentimento mais digno de se sentir na alma.

  • Tatiana

    Achei ótima a matéria. Deve ser revisto, sim!
    Sei que a matéria é para os educadores, mas como mãe digo o seguinte:
    Eu não sou católica, e muitas dessas datas comemorativas vão contra nossos princípios… É bem constrangedor colocarem orelhas de coelho no seu filho (ou ele ser o único a não usa-las) sendo que temos uma crença totalmente diferente sobre a páscoa. E este é só UM dos casos… Nada contra ensinarem pontos de vista diferente para as crianças, mas a maneira como é feita hoje, precisa ser repensada =]

    • http://ouvindocriancas.com.br Paula Saretta

      Tatiana, concordo com você! Muito obrigada por deixar sua opinião como mãe! Certamente é assim, aos poucos, que vamos construindo uma sociedade mais tolerante com as diferenças e mais respeitosa em todos os sentidos, não é?! Um beijo

    • Malu

      Tatiana, nós Católicos também não acreditamos em coelho da páscoa. 😉

  • Sandra Salim

    Só hoje conheci esse site e gostaria de deixar minha opinião. A discussão sobre esse tema é sempre acalorada porque trata-se de uma prática que há muito tempo permeia nossas salas de aulas. A poucos meses participei de um curso na SEEDF onde um dos temas era exatamente este. Fica como sugestão a leitura o texto “Para além de coelhos e corações: Reflexões sobre a Prática Pedagógica do Educador de Educação Infantil ” Maria de Fátima Guerra de Sousa. Ela fala muito bem sobre o assunto, não deixando de reconhecer uma ficam lindas as crianças vestidas de “caipirinhas” nas festa juninas, por exemplo. Eliminar essas comemorações, deixando de lado o momento vivido por toda uma sociedade, não me parece a melhor forma de tratá-la. Para mim o que vai fazer mesmo a diferença é melhor explorá-la, levando às nossas crianças e também familiares uma reflexão mais profunda de como essas datas poderão servir para uma mudança de visão onde todos nós poderemos nos beneficiar.

    • http://www.emagrecerurgente.net Marcio Eduardo Veloso

      Sensacional seu ponto de vista, concordo plenamente

    • Luciana Matias

      perfeito comentário!

  • Euneide Ferreira de Lima

    Graças a Deus!!!! Fiquei muito feliz ao ler esse texto, pois compartilho grandemente dessas ideias, a escola precisa ser repensada, com uma visão crítica e modernamende melhor, como trabalhar com essas datas sem querer edificar na cabecinha de nossas crianças essa cultura mórbida e capitalista de que Páscoa tem que ter um ovo de chocolate, de que São João tem que vestir-se de caipira e que a escola tem que dar presentinho à mãe no seu dia: misericórdia com tanta coisa fora do lugar minha gente. Parabéns pelo texto!!!

  • veronica

    Faço das palavras da Euneide, as minhas, porque defendo com unhas e dentes,
    uma educação de qualidade perpassa pela visão crítica historica social.
    Parabéns pela reflexão!

  • Mariana Cardoso Batista

    A matéria é de anos atrás e continua atual, foi além da “modinha”. Descreve exatamente minha opinião. Parabéns!

  • Caren Cunha

    Uau! Parabéns pela compreensão!

  • Andréa Alves

    E o feriado???
    Todo mundo quer!

    • Ana Makhoul

      Exatamente! Tb questiono isso! E Tb o fato de todo mundo querer ganhar presentinho de páscoa dos alunos, de dia dos professores e de natal… meio contraditório, não? Por isso, o povo brasileiro não tem uma identidade, não tem memória e não valoriza sua própria história.

      • Clessimelo

        Se sempre se comemorou essas datas, seria justamente o contrário não?O povo deveria ter identidade, memória e valorizar sua história, porem não é o que vemos, o fato não é deixar de comemorar e sim a maneira de falar sobre essas datas na escola, quanto aos feriados, dia do índio não é feriado, dia das mães e dia dos pais é dia de domingo, dias das mulheres , dia da consciência negra nunca foi feriado, Páscoa é domingo, natal, a escola já está em recesso, sem aula, qual feriado???

    • Clessimelo

      qual feriado?dia do índio não é feriado, dia das mães e dia dos pais é dia de domingo, dias das mulheres , dia da consciência negra nunca foi feriado, Páscoa é domingo, natal, a escola já está em recesso, sem aula, qual feriado???

  • Ana Makhoul

    Eu concordo em partes com o texto. Porém, não acho que as datas comemorativas tem que ser extintas das escolas. Penso que elas fazem parte da nossa cultura e devemos aproveitá-las pra levar a discussão aos alunos, sobre o consumismo por exemplo,
    Sobre a diversidade religiosa… ninguém forma seres críticos se não os ensina a questionar e discutir os temas sociais. Se a escola acha interessante não privilegiar uma única religião, por ser laica, então, porque não inclui em seu currículo uma matéria sobre religiosidade e estuda um pouco de cada religião? Por que não acrescenta no currículo um projeto sobre o consumismo? Não podemos simplesmente ignorar as datas comemorativas. Temos que refletir como trabalhá-las na escola de maneira que possamos criar seres humanos conscientes e reflexivos.

  • Yato

    Perder uma aula inteira fazendo uma máscara de halloween/páscoa/índio, ou qualquer outra coisa, é uma perda de tempo, deviam estar aprendendo algo mais importante. A única coisa que alunos deviam comemorar na escola são as boas notas.